Esta é uma historia fictícia, sem qualquer relação com a realidade, composta com o depoimento dos fatos que ocorrem, durante e após, uma suposta invasão de zumbis na terra. Alguns jovens corajosos, então, resolvem criar uma organização com o objetivo de resgatar e ajudar a humanidade na hora mais difícil. Eu, Henrique sou um deles, sobrevivendo a um mundo infestado de zumbis e tentando salvar tudo o que restou.
“Este não é o mundo que conhecemos, com as culturas e toda a sua prosperidade...
...esse é o mundo dos mortos, onde a lei do mais forte impera...
...pelo menos por enquanto...”
[Créditos a C.R.A.Z. que é uma segunda família para mim]
Arcage
PRÓLOGO
É um dia claro e ensolarado, tudo esta calmo lá fora, mas não dentro da casa dos Silva, meus visinhos. Mais uma vez o casal briga, e o que é pior, eu escuto tudo daqui, da minha casa, meus pais estão fora a trabalho e meu irmão esta na escola, eu estudo pela manhã e ele no período da tarde. Nós brigamos a toda hora, mas isso é natural para irmãos, sei que no fundo eu gosto dele e ele também.
Eu olho pela janela e vejo o céu, esta fazendo um lindo dia, porem eu não tenho muito interessado em sair, sou bem caseiro e gosto de passar a tarde assistindo TV. Ligo a televisão, esta passando uma noticia sobre um assassinato, eu mudo rapidamente de canal, estou cansado de ouvir sobre o podre do país, e ultimamente têm se tornado freqüente os violentos assassinatos.
"as pessoas morrem enquanto eu fico aqui sentado, melhor você fazer algo que preste Henrique..."
Troco de roupa rapidamente, pois pretendo ir ao Parque da Juventude esfriar a cabeça um pouco, fica aqui perto, em Santana, eu moro no Tucuruvi, Zona Norte da capital de São Paulo, uma cidade onde a preocupação é maior com o dinheiro do que com as doenças causadas pela enorme poluição, apesar disso, por eu estar morando perto da Serra da Cantareira, o efeito da poluição é menor por aqui, da pra notar isso pela quantidade de arvores que há no bairro.
[15h23min] 14/ago/2007
Estou dentro do ônibus, quando de repente lá fora, uma criança aparentemente “bêbada” avança para o meio da rua do nada, ficando a poucos metros do ônibus.
- Mas que Diab... - Grita o motorista que breca violentamente virando o volante para tentar desviar, contudo, eu sinto o ônibus tombar, como em câmera lenta, meus olhos percorrem rapidamente o lugar, percebo que há uma mulher grávida no assento da frente e o veículo não tem cinto de segurança...
"há muitas pessoas aqui, não sei se posso..."
...O ônibus capota e eu não vejo mais nada.
Sentindo-me muito tonto, não consigo enxergar nada, uma dor lancinante aponta em minha cabeça, começo a me recompor aos poucos, escutando barulhos e gritos desesperados bem ao longe, estou assustado, sinto o gosto de sangue em minha boca, pondo a mão sinto um corte em minha cabeça, mas isso não me importa muito, há vidro em minha boca e eu vejo tudo embaçado, então eu me lembro, um milésimo de segundo antes do ônibus tombar eu grudei no ferro que havia ao lado do banco e protegi minha cabeça. Limpo o suor em minha testa, aos pouco minha visão volta ao normal...
"devo ter ficado algum tempo inconsciente"
...agora percebo que os gritos são de fora o ônibus...
“será que não ha ninguém para socorrer estas pessoas?”
...parece que não, o ônibus esta de lado e eu me levanto aos poucos com dificuldade, tudo está muito confuso, agora eu consigo ver todo o ambiente, ha mulher grávida que estivera sentada no banco da minha frente a pouco, agora está jogada na janela do ônibus paralela ao chão de asfalto, pois o ônibus esta tombado de lado. Ao lado da mulher ha alguém ajoelhado, de costas, parece concentrado no que faz, sua roupa estão suja de sangue, parecem marcas de mordidas em seu braço...
"seria uma tentativa de reanimação?"
...der repente dou um pulo de susto, a coisa vira o rosto para meu lado, sua boca esta escancarada e suja, com algo dentro que se parece muito com “carne humana” vertendo sangue pelo canto, seus olhos brancos e frios olhavam para mim com uma intensidade nunca vista antes, sobrenatural, ele se levanta aos poucos, vacilante, vindo em minha direção...
"não posso acreditar no que estou vendo, meus piores temores estão se concretizando, eu sempre pedi para que isso nunca ocorresse!"
...ele estende os braços para frente...
"não pode ser, não é possível!!!"
...olho para os lados a procura de algo para me defender
"preciso salvar essas pessoas!” Continua...





Muito legal quero ver o proximo post
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